O que tratamos · Fístula anal

Fístula anal

A fístula é um dos casos mais delicados da proctologia: uma ferida que insiste em voltar, quase sempre surge depois de um abscesso. A boa notícia é que hoje existem caminhos modernos para tratá-la protegendo o que mais importa: o seu músculo (e o seu controle).

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O que é

Entenda, sem susto

A fístula anal é um pequeno túnel que se forma entre o interior do canal anal e a pele ao redor do ânus. Quase sempre ela aparece depois de um abscesso (uma coleção de pus que drenou): quando aquele caminho não fecha por completo, vira uma fístula.

O sinal mais comum é uma secreção que mancha a roupa (pus, líquido ou um pouco de sangue), às vezes com um caroço ou uma ferida perto do ânus que abre e fecha. Pode doer, coçar e incomodar, e costuma dar aquela sensação de que sarou e depois voltou.

Não é falta de higiene nem frescura: a fístula tem uma causa anatômica e, uma vez formado o trajeto, ele não fecha sozinho. Por isso, avaliar cedo faz diferença, e o cuidado na decisão cirúrgica faz toda a diferença no resultado.

Veja com calma

O que é a fístula, por dentro

Preparamos uma animação para você entender o que é a fístula, por que ela acontece e o que está em jogo. Sem imagens que assustam, só o essencial.

Uma animação curta para entender o caminho.
Sinais

Você pode estar percebendo…

Secreção que mancha a roupa (pus, líquido ou um pouco de sangue)
Um caroço ou ferida perto do ânus que abre e fecha
Dor ou desconforto que vai e volta
Coceira e irritação na região
Um abscesso no passado (aquele "furúnculo" que drenou)
A sensação de sarar e depois voltar

Se reconheceu em algum, vale uma avaliação: a fístula tem tratamento, e quanto antes for mapeada, mais seguro é o caminho.

A decisão que importa

Quando proteger o músculo?

Ao redor do canal anal está o músculo que garante a sua continência: o controle das fezes e dos gases. Em algumas fístulas, uma cirurgia mais simples e direta resolve rápido. Mas, em muitos casos, cortar o trajeto significa mexer nesse músculo, e isso pode comprometer o controle para sempre. Por isso, em cada caso, a nossa pergunta é: como vamos resolver protegendo esse músculo?

A sua continência vem primeiro

Lutamos para preservar o músculo, priorizando técnicas minimamente invasivas sempre que possível. A fístula sempre precisa de um procedimento para cicatrizar, mas cortar o músculo é a última opção.

Enxergamos antes e durante

Antes da cirurgia, exames de imagem mapeiam o trajeto completo da fístula: por onde passa, se tem ramificações e onde começa. Durante o procedimento, o nosso fistuloscópio, uma microcâmera, enxerga a fístula por dentro para tratar com precisão. Agir com esse mapa na mão é o que torna o tratamento mais seguro e certeiro.

Se você já passou por isso

Já operou e a fístula voltou?

Muita gente chega até a gente depois de uma ou mais cirurgias que não resolveram, com medo de perder o controle ou achando que não tem mais jeito. É justamente aqui que a nossa forma de trabalhar mais faz diferença: os casos complexos e recidivados são a maior indicação para as técnicas que preservam o músculo. Fístula tem solução, mesmo as mais difíceis, e a gente adora esse desafio.

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As técnicas

Todas as ferramentas para o seu caso

Fístula complexa não se resolve na força, e sim no raciocínio: entender a anatomia de cada trajeto e escolher (ou combinar) as técnicas certas. E a gente ama combinar. Como nem toda técnica serve para toda fístula, reunimos um arsenal moderno e minimamente invasivo, para ter sempre a melhor opção à mão:

LaserUma fibra fininha trata o trajeto por dentro, fechando-o sem grandes cortes.
LIFTFecha a fístula por uma pequena abertura entre os músculos, sem seccioná-los.
Retalho (flap)Usa o próprio tecido saudável do reto/canal anal para cobrir a origem da fístula.
Células-tronco mesenquimaisColetadas do próprio paciente, estimulam a cicatrização em casos selecionados. Um recurso avançado que poupa o músculo.
SedenhoUm fio delicado que prepara o trajeto ao longo de algumas semanas, deixando o tratamento definitivo mais seguro e eficaz.
Fistuloscópio próprioUma microcâmera que nos permite ver o trajeto por dentro e tratar com precisão, sem cortes externos. Ter o nosso próprio nos permite usá-lo sempre que o caso pede.

A força não está em uma técnica isolada, e sim em escolher bem e saber combinar as certas para o seu caso. Cada fístula é única, e o plano também é. A conduta é sempre individualizada, definida junto com você.

Veja o tratamento

As técnicas, por dentro

Uma animação para você ver como tratamos a fístula preservando o músculo, com as técnicas minimamente invasivas que podemos combinar em cada caso.

Uma animação curta para ver o cuidado de perto.
Por que na ProctoDUO

Um dos casos mais delicados, em boas mãos

A sua continência em primeiro lugar

Cada decisão gira em torno de preservar o músculo e o seu controle. Poupar é o nosso padrão; cortar, a exceção.

Arsenal completo, com fistuloscópio próprio

Laser, LIFT, retalho, células-tronco mesenquimais e o nosso próprio fistuloscópio. Ter todas as ferramentas nos permite escolher e combinar a melhor para o seu caso.

Duas cabeças, do começo ao fim

O preparo começa antes da cirurgia, entendendo a fundo a sua fístula. E, por sermos duas especialistas discutindo cada caso, são duas cabeças pensando na melhor decisão para você, do primeiro sintoma à alta, com acompanhamento de perto no pós.

O caminho do seu tratamento

Sem surpresas, do primeiro sintoma à alta

1

Avaliação criteriosa

A gente ouve a sua história e examina com calma, sem pressa e sem julgamento.

2

Exame de imagem

Mapeamos o trajeto da fístula para planejar o tratamento com segurança.

3

Planejamento cuidadoso

Definimos a melhor estratégia para o seu caso. Nos mais complexos, pensamos e decidimos juntas.

4

Procedimento a quatro mãos

A gente opera sempre em dupla e, na maioria das vezes, de forma ambulatorial, com alta no mesmo dia, priorizando preservar o músculo.

5

Acompanhamento no pós

Seguimos de perto até a cicatrização, do primeiro sintoma à alta.

Perguntas frequentes

O que todo mundo quer saber

Fístula sara sozinha?

Não. Depois que o trajeto se forma, ele não fecha sozinho. Sem tratamento, costuma inflamar de novo e pode até formar novos trajetos, o que deixa a cirurgia mais complexa. Por isso, quanto antes você avalia, mais simples o caminho tende a ser.

Vou ficar incontinente?

Esse costuma ser o maior medo, e é justamente o que mais guia as nossas decisões. Ao redor do canal anal está o músculo que controla as fezes e os gases, e a nossa prioridade é preservá-lo. Por isso priorizamos técnicas que poupam o músculo e escolhemos a conduta caso a caso, com esse cuidado no centro.

Vou precisar de uma cirurgia grande?

Na maioria das vezes, não. Priorizamos técnicas minimamente invasivas, que costumam ser feitas de forma ambulatorial, com alta no mesmo dia, e reservamos as abordagens maiores para quando são realmente necessárias.

Por que fazer um exame de imagem antes?

Para enxergar o trajeto completo da fístula (por onde passa, se tem ramificações, onde começa) e planejar o tratamento mais seguro e eficaz. É uma das coisas que mais aumentam a chance de sucesso.

A fístula pode voltar?

Pode, principalmente nos casos mais complexos. Por isso mapeamos bem antes, combinamos as técnicas certas e acompanhamos de perto depois.

Tenho vergonha. É constrangedor?

A gente cuida disso o dia inteiro, com naturalidade e respeito. Você vai se sentir à vontade. Pode confiar.

Dra. Belisa Müller Contin
Dra. Luíze Bettanzo
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